Homem preso em Abadia por agressão a mulher

Uma equipe de policiais civis de Guapó esteve em Abadia de Goiás na manhiã do dia 30 de agosto para cumprir mandado de prisão expedido pela Justiça contra um homem de 26 anos, acusado de lesão corporal contra mulher, em ambiente doméstico, crime qualificado pela Lei Maria da Penha. Preso, o acusado confessou o crime. Na divulgação da Polícia Civil não foi especificado o tipo de agressão. Também não foi divulgado os nomes do agressor nem da vítima, assim como os motivos que levaram o acusado a cometer o carime.
Feminicídios no DF cresceram 45% neste ano em relação a 2022
Faltando quatro meses para acabar o ano, o número de mulheres assassinadas em 2023 no Distrito Federal (DF) já supera em mais de 45% os feminicídios do ano passado inteiro.
Enquanto em 2022 foram 17 casos, neste ano o número já chega a 25. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do DF e foram atualizados até o dia 29 de agosto.
Oito em cada dez mulheres assassinadas eram mães e praticamente sete em cada dez foram mortas dentro de casa. Em 84% dos casos, as mulheres já tinham sofrido violência antes de serem assassinadas.
Gisele Ferreira, secretária da Mulher do DF, diz que não dá para colocar um policial em cada casa e por isso é preciso que a mulher denuncie os abusos antes que o pior aconteça.
“Nós estamos intensificando cada vez mais o acolhimento, falando que a mulher tem que procurar ajuda, tem que denunciar e que existem várias formas de violência, porque antes do feminicídio eles dão sinais: começam com um empurrão, com palavras”, disse Gisele. “Então, a gente tem que colocar toda a sociedade para unir esforços”.
Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que em mais da metade dos casos (52%) registrados neste ano as mulheres já tinham feito boletins de ocorrência.
Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, é preciso que a solução para o problema seja cobrada não só do Poder Público, mas de toda a sociedade.
“É necessária essa integração de várias areas de governo, mas não é só isso. Há que se cobrar o engajamento da sociedade civil. Tem que participar. A imprensa é importantissima nesse processo. Então, a gente tem difundido na Secretaria de Segurança Pública, como uma meta, esse engajamento da população por meio das denúncias e isso demanda mudança de cultura”.