Ex-ministro da Justiça é obrigado a devolver salários recebidos durante prisão preventiva

Anderson Torres é obrigado a devolver salários recebidos durante prisão preventiva por ataques às sedes dos Poderes da República
A Direção Nacional da Polícia Federal determinou que o ex-ministro da Justiça e delegado federal, Anderson Torres, faça a devolução dos salários que recebeu da corporação enquanto esteve preso preventivamente. A medida foi tomada devido às suspeitas de envolvimento nos ataques às sedes dos Poderes da República em 8 de Janeiro.
Como delegado de carreira da PF há 20 anos, Torres tem uma remuneração bruta de aproximadamente R$ 30 mil e foi preso quando ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
A prisão preventiva do ex-ministro durou do dia 14 de janeiro até 11 de maio. Isso indica que ele pode ser obrigado a devolver um montante de aproximadamente R$ 117 mil referente à remuneração bruta recebida durante o período de quatro meses. A decisão de cobrar Torres foi baseada em notas técnicas emitidas pelo Ministério do Planejamento nos anos de 2013 e 2020, que proíbem servidores federais de continuarem recebendo seus salários quando afastados do exercício de suas funções devido a determinações judiciais de prisão preventiva ou temporária.